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“Num mundo onde tudo passa, flui, transforma-se, nada se perde, tudo se modifica; num universo que a mesma energia atravessa o sílex e a coruja, o corpo de um filósofo e o campo de trigo, a água de um lago e a carne de um peixe, existe apenas um ponto fixo: o movimento.” Thoreau – por Michel Onfray no livro “Radicalidades Existenciais”.

“O “otium” Thoreauviano supõe: a leitura, a caminhada, a meditação, a herborização – o que supõe a alegria, a serenidade, o prazer, o júbilo, a tranquilidade, a quietude, a calma, o bem-estar e todos os valores eudemonistas da filosofia antiga ou da sabedoria oriental. A religião propõe a salvação para uma vida após a morte; a filosofia, uma sabedoria na vida antes da morte. Uma vende além-mundos; a outra exorta a desfrutar desse mundo aqui e agora.”

Por Michel Onfray no livro Radicalidades Existenciais 

“O tempo é a substância da qual estou feito. O tempo é um rio que me arrebata, mas eu sou o rio; é um tigre que me destroça, mas eu sou o tigre; é um fogo que me consome, mas eu sou o fogo.”

Jorge Luis Borges

“A minha pele não basta, preciso da tua para não sangrar. Não quero teu corpo, quero deixar de ter o meu.”

Mia Couto no livro “O mapeador de ausências”

“… há um duplo movimento na experiência estética oriunda à arte: por um lado, é geradora de excitação e, por outro, deve ser capaz de promover o alívio das tensões, questão que remete à essência da catarse. Tal processo, para Freud, ocorre tanto no processo da criação, em que o artista promove um desvio do sofrimento em si, quanto no processo da apreensão pelo expectador que se reconhece no sofrimento do artista, reage aos afetos, mas, por fim, seu mal-estar é suavizado pela distância que estabelece com a obra.”

Morgana Rech, no livro “O artista e seu público: entre a psicanálise e a estética da criação.”

O corpo reflete a luz, ambos em movimento. Quando o intérprete entra no palco a minha primeira leitura é do figurino, a segunda leitura é da iluminação. Assim defino que tipo de imagem quero criar. Um outro fator determinante é a coreografia, observada já pelo viewfinder do corpo da câmera. Corpo, luz e olhar são os insumos.

Rabisco, risco, borro, incendeio, crio, desconstruo, embaraço, desconfiguro, multiplico, fraciono, desenho, mutilo, ressignifico, aproximo, oculto, elucido, revelo, remodelo, esculpo, pincelo, transfiguro, elevo, destituo, reconstruo, espelho, demonizo, empodero, idealizo, romantizo, condeno, ato, desato, envergo, enrolo, realizo, dramatizo, suavizo, apaziguo, enlouqueço, me perco no túnel da lente.

PÁTHOS – uma dança holográfica em vídeo experimental.

Os sábios estoicos declaram como o ato mais corajoso que você pode ter: o enfrentar a si mesmo. Este enfrentamento consiste em não deixar que emoções negativas perturbem o fluir da alma. Uma vez que estas emoções lhe invadem, é preciso parar e refletir, só com o uso da razão baseada nas virtudes cardeais que se alcança a calmaria da alma. “O homem conquista o mundo ao conquistar a si mesmo”, com esta frase Sêneca resume o sentido de páthos. Há muitas definições para o termo páthos, a definição dos estoicos abrange todas elas, pois é na escuridão do pensamento que o indivíduo trava a luta contra suas paixões – no conceito filosófico – e dores. Alguns definem o termo como a capacidade de expressar estas dores e suscitar piedade e tristeza. São inúmeros os momentos em que temos que enfrentar, às vezes com alguma ajuda externa, a escuridão que freia o fluir de nossas almas. Qualquer que seja a ajuda, ela fica no limite de nossa própria vontade e coragem.

Concepção, roteiro, fotografia, montagem, edição e mixagem: Edson Campolina Coreografia e performance: Julius Mack

Músicas Acoustic Symphony – Hand Dixit Solo Cello Passion – Doug Maxwell Ambas da YouTube Audio Library