Sênior foi o título de minha primeira exposição individual, ocorrida em 2017, abordando o amadurecimento da população brasileira – e mundial – sem que governos e sociedade estejam preparados para este envelhecimento global. A partir do Estatuto do Idoso e pesquisas estatísticas, criei uma narrativa imagética que comento na entrevista concedida à TV Câmara (entrevista) e que também está presente no catálogo da exposição. (catálogo ) – clique nas palavras sublinhadas para assistir.

Em 2016 e 2017 vivenciei a bela tradição das romarias de carros de boi na região da Zona da Mata mineira e Mantiqueira. Acompanhei, a pé, como fazem os carreiros e candeeiros as viagens até municípios em festa para oferecerem suas cargas como donativos a serem leiloados em praça pública revertendo a renda para instituições filantrópicas, de assistência social e religiosas. O material em fotografia e vídeo será usado na montagem de um documentário.

Em 2016 acompanhei minha filha na produção do documentário Congado.doc – do Rosário à Coroa que, além de mostrar a tradição dos festejos do Congado em Esmeraldas/MG, aborda a intolerância religiosa, o sincretismo com o catolicismo e sua ritualística. Para nós foi uma imersão inesquecível. As fotografias produzidas foram utilizadas em exposição ao ar livre no pátio da Capela de Nossa Senhora do Rosário com 5 painéis de 2 metros de altura por 3 de largura, posteriormente doados para a Casa de Cultura de Esmeraldas. Durante o confinamento da pandemia em 2020, revisitei o material em vídeo e montei Tambores e Lamentos no intuito de mostrar a sonoridade e oralidade dos festejos do Congado. Clique nos títulos sublinhados para assistir.

Em 2018 fui convidado a fotografar a Viradouro, do barracão onde construíam os carros alegóricos ao desfile. A escola completava 72 anos e foi campeã da Série A com o enredo “Vira a cabeça, pira o coração – loucos gênios da criação.” Homenagearam de cientistas a artistas (prenúncio do que ocorreria nos anos seguintes em um governo que subjugou justamente a ciência e cultura). Pra mim foi um desafio vencer a fobia de multidão, mas o carinho recebido de todos e a segurança percebida amenizou e depois que mergulhei no desfile pude entender a expressão “o maior espetáculo da terra”… realmente, é o maior palco e maior espetáculo em beleza, paixão, entrega, alegria, cores e comprometimento. Recomendo a todos que puderem, pelo menos uma vez na vida, vivenciar o desfile das escolas de samba de bem pertinho do chão.

“Caminhante, não há caminho, se faz o caminho ao andar, golpe a golpe, verso a verso…” Apesar de minhas experiências como montanhista e caminhante, inclusive em travessias, chamou minha atenção a história da travessia da chamada “maior praia do mundo”, do Cassino ao Chuí no RS. No caso em questão foi o ˜Caminho dos Faróis”, um pouco menos extensa – 193 KM. A primeira vontade não foi a de simplesmente caminhar, conhecer, mas antes de tudo buscar respostas dos caminhantes à pergunta: o que move um caminhante durante vários dias em uma paisagem monótona, repetitiva, sob intempéries e esforço físico e mental quase ao limite? Além de conhecer belas pessoas e captar belas imagens, produzi o documentário ˜Caminhar˜. Como leitor de poesia, “poeta menor”, pesquisei o que a poesia diz sobre o caminhar e o resultado foi maravilhoso. Veja algumas imagens abaixo e clique aqui para assistir ao filme. É um curta metragem que inicia com trecho de cerca de 5 minutos do poema “A Tabacaria” de Fernando Pessoa e na sequência os depoimentos dos caminhantes intercalando outros poemas e belas paisagens.

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