Carreiros e Candeeiros

Carreiros e Candeeiros

Durante três dias tive o privilégio de vivenciar uma das mais emocionantes viagens fotográficas em meus quase … anos. Por dois dias acompanhei a pé, por cerca de 40km, comitivas de Carreiros e Candeeiros no interior de Minas Gerais. Homens, mulheres e crianças que se abdicam de seus afazeres cotidianos para manterem uma tradição que se mistura com fé, devoção e solidariedade. O Brasil foi colonizado com sacrifício dos índios, dos negros e no lombo de mulas. Suas riquezas transportadas em carros de boi até os portos para “exportação”. A tradição das romarias de carros de boi em Minas cresce às custas destas famílias que trabalham para perpetuarem esta Cultura tropeira, mais mineira impossível. Valeram as rachaduras, as bolhas, o frio, o calor, a poeira no equipamento. O carinho que recebi, o êxtase que me invadiu, nunca poderão ser retribuídos, pois não há valor que o compense. Meu agradecimento será em forma de livro e filme documentário. Aguarde um pouco e veja abaixo algumas das imagens desta linda e emocionante vivência.

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SALINA – a última vértebra

SALINA – a última vértebra

Indescritível… procurei palavras para relatar a emoção deste espetáculo, mas todas soariam um repetitivo clichê. Me atrai qualquer manifestação de matriz africana, e este espetáculo não poderia passar pelo Rio de Janeiro sem que eu aproveitasse a oportunidade de registrá-lo com minha fotografia. Sim, como sempre, muito grato à Ana Teixeira e Stephane brodt, além do Jefter Paulo, da Amok Teatro.

Este espetáculo tem texto de Laurent Gaudé, premiado escritor e dramaturgo francês, tem produção genuinamente brasileira e os atores fizeram estudos com o grupo de Congado dos Arturos, de Contagem, Minas Gerais, para os cantos e tambores utilizados. Não poderia estar tão mais próximo de mim.

Apesar de toda sua beleza, o espetáculo que pode ser sentido e degustado de olhos fechados, nos emocionando do mesmo tanto. Performances de fortes expressões não nos cansa em suas três horas de duração, mesmo para quem está manuseando todo o tempo quase quatro quilos de equipamento fotográfico.  

“Propõe um mergulho numa África ancestral para contar uma história universal e atemporal, composta por elementos vindos de diferentes civilizações, da tragédia grega à epopeia africana.”

Então, não perca a oportunidade, só até 30 de Julho no Centro Cultural da Caixa, aqui no Rio de Janeiro.

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